Baba Yetu – Christopher Tin

O compositor Christopher Tin (foto), californiano descendente de chineses e educado na Inglaterra, fez história ao ser o primeiro a ganhar um Grammy por uma canção feita especialmente para um jogo de videogame (Civilization IV).  Baba Yetu ganhou o grammy de melhor música instrumental acompanhada por vocalistas.

Calling All Dawns, album que contém a vencedora do Grammy, foi lançado pelo compositor Christopher Tin lançou em 2010. Dividido em 3 partes,  Day, Night e Dawn,  Canções sobre alegria, mistério e a complexidade da vida, escuridão e exaltação, são os temas das doze peças contidas na obra do compositor.

Ouça outra faixas de Calling All Dawns, Lux Aeterna (Luz Eterna em latim), executado pela Royal Phillarmonic Orchestra. A letra fala sobre a morte e ressurreição de Cristo:

Gravado no lendário estúdio Abbey Road e tendo como convidados, o grupo africano Soweto Gospel Choir, a cantora lírica Frederica von Stade, a fadista portuguesa Dulce Pontes, o quarteto vocal feminino Anonymous 4,entre outros, Calling All Dawns tem como uma forte característica a universalidade, nos doze idiomas diferentes e mostrando uma diversidade de instrumentos executados por músicos de vários países.

Conheça mais sobre o extenso trabalho do compositor Christopher Tin,através do seu site oficial clicando aqui

 

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The King’s Singers – Blackbird / Down to the River to Pray

Depois de algum tempo sem novos posts, o Blog das Vozes volta em grande estilo, com o grupo britânico The King’s  Singers.

Fundado em 1968 por seis coralistas do King’s College, em Cambridge, The King Singers logo tornou-se uma força proeminente musical no Reino Unido, e logo depois no mundo. Desde o início eles se especializaram em “tudo”, desde a música medieval de obras-primas do Renascimento, de canções românticas de folk, pop ou jazz. Seu repertório abrange tudo,  sempre estão  à procura de encontrar novas vertentes musicais. No repertório de seus primeiros concertos, estiveram muitos compositores famosos, como: Krystof Penderecki, Luciano Berio, John McCabe, Peter Maxwell Davies, Ned Rorem e Gyorgy Ligeti. Hoje em dia o King’s Singers possuem um repertório de  mais de 150 peças.

O grupo já se apresentou em lugares igualmente diversificados, como: catedrais e palácios, e em muitos dos maiores auditórios do mundo, com algumas das melhores orquestras e também acompanhou alguns dos melhores solistas do planeta, como por exemplo Kiri Te Kanawa e Bruce Johnston, este que foi integrante dos Beach Boys. Estas colaborações têm frequentemente resultado em gravações que foram adicionados a discografia do grupo, que consiste de mais de 80 álbuns.

Vamos conhecer a genialidade e a versatilidade do King’s Singer em dois videos que fazem parte de um DVD lançado pelo grupo, que estão disponíveis na internet, intitulado From The Byrd to Beatles, . O primeiro video é um clássico dos Beatles:  Blackbird (Lennon/Mccartney), que aqui é executado a cappella em uma afinação impressionante, veja:

O segundo video dos King’s é a sua versão para o clássico da música gospel: Down to the River to Pray, de autor desconhecido, porém sabe-se que a sua origem vêm de um hinário de nativos americanos ou de escravos que trabalhavam nos campos no século 19. O andamento é um pouco mais rápido que em outras performances, mas a riqueza de detalhes no arranjo é simplesmente impressionante.

Schlomo & vocal Orchestra – Teardrop

Na enciclopédia virtual Wikipedia, pode se encontrar o significado do BeatBox da seguinte maneira:

” O termo beatbox (que, a partir do inglês, significa literalmente caixa de batida) refere-se a percussão vocal do hip-hop. Consiste na arte em reproduzir sons de bateria com a vozbocacavidade nasal. Também envolve o canto, imitação vocal de efeitos de DJs, simulação de cornetas, cordas e outros instrumentos musicais, além de outros efeitos sonoros.”

Embora frequentemente associado ao estilo hip-hop, o beatbox tem diversas utilizações em vários estilos musicais, como já vimos no post do grupo paulista Barbatuques, Vocal Sampling, Cosmos, etc, ou seja, a utilização do corpo e da voz para imitar instrumentos.

Neste post, vamos conhecer um dos pioneiros desta arte de imitar instrumentos, que é  o inglês, descendente de Israelenses, iraquianos e alemães, Simon Schlompo. Ele vem fazendo isso desde 2004, quando participou da abertura dos jogos olímpicos em Atenas. No mesmo ano, ele foi convidado pela islandesa Bjork para participar de seu album Oceanic, e essa participação valeu uma indicação ao prêmio Grammy daquele ano.

Depois de várias colaborações para vários artistas e algumas turnês, atuação em programas de TV e festivais de Jazz,  Schlompo se juntou em 2007 à primeira orquestra de beatbox do mundo, a Vocal Orchestra. Em 2008, o grupo foi uma das atrações do festival Glastonbury, realizando uma apresentação de quase 2 horas com vários convidados ilustres como Martha Wainwright,Reverend and the Makers, Ed Harcourt entre outros.

Vamos ver então performance  ao vivo do grupo Schlompo and the Vocal Orchestra para uma belíssima música da banda inglesa Massive Attack, que está no album Mezzanine, de 1998 e que tem participação de Elizabeth Frazer, cantora de outra banda inglesa chamada Cocteau Twins. A música se chama Teardrop, e é considerada um clássico do Massive Attack, para quem não conhece a música original, ouça abaixo:

Agora veja como ficou essa música nos beatboxes do grupo Schlomo and The Vocal Orchestra, nos vocais de Yvette Riby-Williams:

fonte: Wikipedia

The Beatles – Because

Para comemorar o primeiro mês no ar, o Blog das Vozes traz um presente para as mais de 200 pessoas que visitaram e participaram desta viagem pelo mundo através das vozes de grupos vocais incríveis, e que fazem coisas impressionantes com este instrumento musical surpreendente e único, que é a voz humana.

Surpreendente e incrível é pouco para o que vamos ouvir neste post com os Beatles: Because. O quarteto de Liverpool, que dispensa apresentações, gravaram essa música para o album Abbey Road, de 1969. A composição da dupla Lennon/Mccartney e produzida pelo mago George Martin, trouxe inovações para a época: John, Paul e George gravaram as harmonias vocais em 3 alturas diferentes (agudo, medio e baixo) e multiplicadas por 3 vezes (overdubbing) totalizando 9 vozes diferentes.

Na versão lançada originalmente em 1969, pode se ouvir o acrescimo de outros instrumentos, como um sintetizador analógico e uma harpa elétrica, tocada pelo produtor George Martin.

A versão que está no audio abaixo estão somente as vozes, para que se possa perceber as 3 partes da harmonia vocal cantada por John, Paul e George multiplicada por 3. Essa versão “vocal-only” faz parte da coletânea Anthology III e do album recentemente lançado Love (canções remasterizadas para um espetáculo do Cirque du Soleil).

Swingle Singers – Soul Bossa Nova

Lançada originalmente em 1962 pelo músico, produtor, compositor de jazz, arranjador Quincy Jones para o album “Big Band Bossa Nova”, essa música é ainda um grande sucesso e sempre lembrada para trilhas sonoras de filmes e séries.
Soul Bossa Nova ficou mundialmente popular em 1997, quando fez parte da trilha do filme Austin Powers, estrelado pelo ator canadense Mike Myers, e logo depois, em 1998, foi tema da copa do mundo de futebol.
Atualmente essa música pode ser ouvida na premiadíssima série Glee, na interpretação dos fantásticos cantores do Swingle Singers, grupo formado na França nos anos 60 para fazer backing vocals para cantores como Charles Aznavour, Edith Piaf entre outros.
O grupo percorre todos os estilos musicais, que vão desde músicas classicas e jazz até músicas contemporâneas, com arranjos e técnicas incrivelmente bem elaboradas. A voz é o único instrumento que o grupo utiliza em suas incríveis performances ao vivo, e o video que veremos é justamente o Swingle Singers em “Soul Bossa Nova”, de Quincy Jones.

Se gostou do que viu e quiser conhecer mais o trabalho do Swingle Singer, acesse o site oficial do grupo aqui

Swingle Swingers part. MPB-4

Vamos viajar pelos grupos vocais, corais além das vozes maravilhosas, que formam uma harmonia emocionante. Hoje vamos ouvir o grupo brasileiro MPB-4 , que é referência desde os anos 60 e o grupo americano The Swingle Singers, em uma homenagem ao mestre Tom Jobim. O video é de 2007 durante uma temporada de shows dos americanos pelo Brasil.